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O tridimensional no acervo do MAC

No próximo dia 28 de janeiro o Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, entrega à Universidade de São Paulo o conjunto arquitetônico composto por dois edifícios projetados por Oscar Niemeyer no Parque do Ibirapuera. Ocupado pelo DETRAN até 2009, o complexo foi reformado para receber o Museu de Arte Contemporânea da USP. Além disso, outros dois edifícios foram construídos especialmente para abrigar o Museu. A ocupação, no entanto, se dará de forma paulatina ao longo de 2012, dando início às comemorações dos 50 anos do Museu a serem completados em abril de 2013.

Na abertura para o público no dia seguinte, 29 de janeiro, o edifício principal recebe a mostra O Tridimensional no Acervo do MAC: Uma Antologia . Embora concisa – a exposição com dezoito obras ocupa apenas o térreo do edifício – a mostra apresenta a crise que atravessam as artes visuais, sobretudo a partir do final da Segunda Guerra, focando sua atenção no esfacelamento do conceito tradicional da escultura ocorrido nas últimas décadas. Apresentando alguns dados e sublinhando parâmetros que ajudam a compreender a complexidade da arte entre os anos 1940 e o final dos anos 1990, a exposição dá o tom de como o MAC USP pretende propor a série de mostras que, no decorrer dos próximos meses, complementará a implantação do Museu neste novo espaço. As balizas do MAC USP para tal empreendimento são as próprias obras que compõem seu acervo.

A implantação gradual permitirá equipar o Museu dentro das normas museográficas e, ao mesmo tempo, levará ao público a mensagem de que a inauguração de mais uma sede para um museu não deve ser encarada apenas como mais um evento da agenda artística/cultural da cidade. O MAC USP – um museu de arte contemporânea pertencente a uma universidade pública – não deve ser confundido com mais um centro de consumo cultural. Por meio dos estudos que realiza em seus acervos de obras e documentos, o MAC USP desenvolve trabalhos para a ampliação do conhecimento, e suas exposições – que passam a ser apresentadas também nesse novo espaço – deverão intensificar o compromisso do Museu com a necessidade de estender o conhecimento por ele produzido para um público mais amplo.

A exposição apresenta trabalhos dos seguintes artistas: Frida Baranek, Eduardo Climachauska e Paulo Climachauska, Sérvulo Esmeraldo, Carlos Fajardo , Carmela Gross , Liuba Wolf, Maria Martins, Cildo Meireles, Henry Moore, Ernesto Neto, Gustavo Rezende, Chihiro Shimotani, François Stahly, Sofu Teshigahara, Ângelo Venosa, Ales Villegas, Franz Weissmann e Haruhiko Yasuda.

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