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“A Menina” visita o MAC USP

 

Lygia Fagundes Telles com Roberta Matarazzo, presidente da AAMAC, no MAC USP Nova Sede

Em 2013, no mesmo ano em que o Museu de Arte Contemporânea da USP completou 50 anos de idade, o romance As Meninas de Lygia Fagundes Telles completou 40 anos de publicação, totalizando, até hoje, 30 edições de uma obra que se manteve popular e atual por retratar personagens instigantes e reais que envolvem o imaginário do leitor. Roberto Tadei, em reportagem para a edição de junho da Carta na Escola, define as protagonistas como “a jovem burguesa escolarizada e frágil, a idealista que crê no poder da comunidade e no fim das desigualdades sociais, e a mulher que se entrega aos prazeres do físico e ao êxtase. Elas são Lorena, a filha de milionários com transtorno obsessivo-compulsivo; Lia, a guerrilheira baiana bissexual; e Ana Clara, órfã de pai, filha de mãe pobre e com histórico de abusos na infância.”

Também neste ano, no dia 22 de agosto, a Nova Sede do MAC USP recebeu a visita de Lygia Fagundes Telles e da Academia Paulista de Letras. A grande dama da literatura brasileira e musa da APL trouxe o seu olhar e sua sensibilidade ao novo prédio que agora recebe o museu.

Aos 90 anos de idade, como seus livros, Lygia continua forte e atual. Em sessão solene da Academia Paulista de Letras, a autora brincou com a exposição Di Humanista, em cartaz na Nova Sede do museu: “No Cemitério da Consolação, no epitáfio de Di Cavalcanti está escrito: este aí pintou e bordou”.

Lygia Fagundes Telles na Carta na Escola de Junho

Se tem uma obra que é sua predileta, a autora é enfática: A Disciplina do Amor. Em entrevista para TV Estadão neste ano, Telles diz: “Quando você tiver a idade avançada igual a minha, você também vai fazer uma relação de seus maiores amores, porque aí a cabeça está boa”.

Nesta mesma entrevista, Lygia Fagundes Telles conta algo que ilustra bem a sensibilidade dos iluminados: “Quando eu estava na chácara do meu irmão, estava terminando o romance As Meninas. Quando eu terminei o romance, eu comecei a chorar. É tanta luta, tanta coisa. E de repente eu tive uma visão: a personagem que o pessoal chamava de Ana Turva, a Ana Clara, sentou no meu colo e disse: ‘eu vou embora, mas eu vou voltar’. Era madrugada e eu tive uma alucinação com ela no meu colo e todos os personagens em volta. Eu disse: ‘você vai voltar? Como é que você vai voltar?’ – ela respondeu: ‘você vai ver’. Eu comecei a chorar muito, era de madrugada e o meu irmão acordou e veio saber o que havia acontecido. ‘Estava me despedindo dos meus personagens’”.

Para ver a reportagem sobre Lygia Fagundes Telles na Carta na Escola, acesse: http://www.cartanaescola.com.br/single/show/25

Para assistir a entrevista na TV Estadão: http://www.youtube.com/watch?v=–VEAHT_tz4

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