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Presidente de Honra da AAMAC assume cadeira da ABL

Fernando Henrique Cardoso é o mais novo Imortal da Academia
Por Roberta Matarazzo, Presidente da AAMAC

Fernando Henrique Cardoso, Presidente de Honra da AAMAC, tomou posse ontem, dia 10 de setembro de 2013, da Cadeira número 36 da Academia Brasileira de Letras.

A AAMAC gostaria de aproveitar a ocasião para felicitar seu Presidente de Honra, um homem que acumula experiências como Presidente, Sociólogo, Professor e, agora, também Imortal.

Muitos o conhecem pelas suas publicações em temas como sociologia, ciência política, economia e relações internacionais. Talvez por ser uma personalidade tão importante nos rumos de nossa política nacional o seu vasto conhecimento sobre as artes e, sobretudo, museus universitários não receba a devida atenção a que tem direito.

Porém, aos que já tiveram a oportunidade de ouvi-lo sobre estes temas, as suas palavras nunca se perderam. João Guimarães Rosa, definindo que “Imortal é o que é do sofrido e espírito, tudo, abaixo daí, é póstumo” diz que “as coisas que ele me disse não se afastam com o tempo”.

Fernando Henrique Cardoso fez com que as palavras ditas, os discursos proferidos, corressem para a seara producente. Governando o país, o Presidente FHC discursou, dialogou, ensinou. Com palavras, ações, atos, sem omissões e sem se encastelar, continua a se pronunciar e impactar a sociedade.

As suas palavras e fazeres contundentes, cada qual com seu estilo próprio, superam em muito o passo e compasso que havia sido ditado à nossa nação.

Nesta vivência da AAMAC temos visto lindas coisas acontecerem, sendo uma delas a inserção de palavras na obra de arte. As mais recentes aquisições de obras em exposição no MAC, como exemplo, citam o sentido dado às imagens por Jonathas de Andrade, o Nunca e o Eu em lápides e os textos de Paulo Gomes que, dando precedência à poética, valorizam o texto muito além da imagem.

Com um trecho do discurso de posse na ABL de nosso fundador e primeiro presidente José Mindlin, um homem a frente do seu tempo, figura nobre e generosa, que sempre priorizou o interesse público e que agora, da sua eternidade, o acolhe como imortal:

“Os amigos que tive através da vida são numerosos, mas se considerar que a leitura de um bom livro faz sentir uma afinidade e uma amizade virtual com o autor, então meus amigos, como resultado da leitura, são inúmeros”,

os Amigos do Museu de Arte Contemporânea da USP enviam um efusivo abraço e reconhecimento por tê-lo como guardião da palavra e das artes em nossa AAMAC.

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