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Brasilia _Oleo_sobre_tela50X120cm2013

“Brasília”, de Fernando Lindote, passa a compor o acervo do MAC USP

A obra, doada pela presidente da AAMAC Roberta Matarazzo, compõe a mostra “Para Além do Ponto e da Linha: Arte Moderna e Contemporânea no Acervo do MAC USP”, em cartaz na Nova Sede do museu

Roberta Matarazzo, Presidente da Associação de Amigos do Museu de Arte Contemporânea da USP (AAMAC), doou a obra “Brasília” do artista Fernando Lindote ao MAC USP. A obra é um óleo sobre tela que questiona a figura da capital sob a ótica do artista e faz parte da mostra “Para Além do Ponto e da Linha: Arte Moderna e Contemporânea no Acervo do MAC USP” em exposição na Nova Sede do museu.

FernanoLindote é um dos mais importantes nomes do atual cenário da arte contemporânea brasileira. Nascido em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, o artista transita em várias linguagens: pintura, escultura, vídeo, instalação e desenho. Participou das exposições 29º Bienal Internacional de São Paulo/2010, Clube da Gravura do MAM São Paulo/2009, Futuro do Presente no Instituto Itaú Cultural/2007, entre outras.

Fernando Lindote usa a figuração para interrogar a representação e identidade do que a cidade representa. “Brasília” contrasta a amplidão da capital brasileira, assim como a utopia que existe na ideia dessa cidade, com o tamanho diminuto da tela trabalhada. Além disso, o tratamento dado à pintura, com seu fundo escuro e dançantes sombras das cúpulas e torres banhadas em azul untuoso, estabelece um questionamento entre imagem e identidade.

Tadeu Chiarelli, diretor do MAC USP, explica que para um museu de arte contemporânea é fundamental trazer para sua coleção obras de artistas que sabem interpretar o clamor da população sem cair num proselitismo vulgar. “A obra de Lindote possui uma reflexão sofisticada sobre a arte e sobre a política atual. Foi isso que me interessou na obra. E essa sofisticação faz com que ela transcenda o circunstancial, na verdade”.

Roberta Matarazzo conta que participou da comemoração dos 50 anos de Brasília, celebrada pela Triennale de Milano que considerou o traçado dessa cidade um dos maiores do século XX. “Tadeu Chiarelli, que persegue a manutenção da excelência do acervo do MAC, não poderia ter dado um maior presente ao indicar o espaço que a obra de Fernando Lindote deveria ocupar. Foi um enorme acerto e fico muito feliz por ver esta obra entre as grandes deste fabuloso acervo”, diz Roberta.

O diretor do MAC USP relata que Lindote foi muito feliz ao repetir a imagem emblemática do edifício do Congresso Nacional: a primeira imagem invertida, a segunda como nós a conhecemos. “Com essa pequena mas fundamental inversão me parece que Lindote conseguiu marcar a profunda sensação de perplexidade que toda a nação brasileira vem sentindo em relação ao Congresso, sobretudo nos últimos meses. Some-se a essa inversão a maneira quase grotesca com que o artista atualiza aquela imagem tão icônica. Faz uso dos procedimentos da bad painting, tão comum há alguns anos atrás, para acentuar ainda mais a força daquelas imagens ‘correta’ e ‘invertida’”.

“Brasília” de Fernando Lindote pode ser vista no MAC USP Nova Sede, Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301, que funciona de terça das 10 às 21, quarta a domingo das 10 às 18 horas. Entrada gratuita.

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