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O Enigma de um dia, 1914

Giorgio De Chirico e a pintura metafísica

Giorgio de Chirico foi um pintor grego nascido no ano de 1888. Ficou conhecido como criador do movimento chamado pintura metafísica em 1917 e foi considerado precursor do Surrealismo. Ao artista se juntaram outros importantes nomes que também foram representantes desta corrente como Carlo Carrá e Giorgio Morandi.

As obras de Giorgio De Chirico, seguindo o conceito de pintura metafísica, apresentam um tom de mistério e são atemporais, representando outra realidade com a utilização de elementos clássicos da pintura italiana, como o espaço em perspectiva e as arquiteturas urbanas. Os espaços arquitetônicos são mostrados vazios em um contraste de luz e sombra e a figura humana é representada através de manequins que são meio homem, meio estátua que aparecem quase sempre sem rosto e enigmáticos. Esse clima onírico se repete por várias de suas obras e reforça o aspecto de silêncio, imobilidade, imensidão e melancolia.

Grandes filósofos como Nietzsche, Kant e Schopenhauer influenciaram De Chirico.

O Enigma de um dia, 1914

No MAC USP Nova Sede a obra “O enigma de um dia” está exposta e traz tanto a espacialidade reforçada pela perspectiva, quanto o signo humano que se dá na arquitetura e em sua sombra.
Esta pintura antecipa as temáticas oníricas do Surrealismo, fazendo prevalecer o sentido da fundamental ambiguidade da imagem, da sua irrefutável presença e, simultaneamente, da sua ausência em relação ao espaço e ao tempo.

Como a luz que invade a paisagem engrandecendo as sombras, o trem que atravessa o horizonte, as silhuetas ao longe, a estátua como personagem estático, e dotado de vida. Todos estão e não estão: personagens ausentes que projetam sombras, onde tudo o que se ouve é seu silêncio.

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