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MAC USP INAUGURA MAIS DUAS EXPOSIÇÕES

A implantação da Nova Sede do Museu de Arte Contemporânea da USP tem sido marcada por exposições que pontuam questões importantes para a arte contemporânea. Nesse contexto, o Museu inaugura no dia 9 de novembro, a partir das 11 horas, a mostra “Para Além do Ponto e da Linha: Arte Moderna e Contemporânea no Acervo do MAC USP”, apresentando obras de artistas modernos e contemporâneos em que o foco é a ativação do plano bidimensional. “Algumas obras reiteram a importância da ativação do plano por meio de seus elementos mínimos – a linha, o plano, mas também a cor e a luz, outras demonstram incômodo com tal reiteração e atestam essa insatisfação com os limites do plano”, diz Tadeu Chiarelli, diretor do MAC USP e curador da mostra.

Obra de Richard Paul Lohse é um dos destaques da exposição

No primeiro caso estão obras de Sophie Taeuber-Arp, Carlos Zilio, Richard Paul Lohse e Paulo Pasta, entre outros. No segundo, a insatisfação se evidencia nos trabalhos de Luiz Paulo Baravelli, Jean Arp, Cesar Domela e Stela Sokol, por exemplo. A discussão sobre o plano na arte moderna e contemporânea é permeada pela obra Zootécnico, 2009, de João Loureiro, composta por cinco elementos tridimensionais. Uma possível invasão da escultura e da instalação em uma mostra dedicada ao plano? “Sim e não”, diz Chiarelli. “Zootécnico é uma obra tridimensional constituída por cinco esculturas que se estruturam a partir de planos sobrepostos. Uma prova de que, na cena contemporânea, as especificidades da arte moderna definitivamente têm dificuldades para se sustentarem”.

A exposição apresenta obras de Alfredo Volpi, Amélia Toledo, Antônio Lizárraga, Bruno Dunley, Caetano de Almeida, Caio Reisewitz,Carlos Zílio, César Domela, Deborah Paiva, Estela Sokol, Fabiano Gonper, Fernando Lindote, Iole de Freitas, Jacques Castex, Jean Arp, João Loureiro, José Spaniol, Leda Catunda, Luiz Paulo Baravelli, Lygia Clark, Marco Giannotti, Mary Vieira, Paulo Pasta, Paulo Whitaker, Richard Paul Lohse, Sérgio Romagnolo, Sérgio Sister, Sophie Taeuber-Arp, Tatiana Blass, Theo Craveiro e Wassily Kandinsky

Obra de Julio Plaza é destaque na exposição

No mesmo dia a exposição “Julio Plaza Indústria Poética” também será aberta ao público. A presença de Julio Plaza (1938-2003) na história do MAC USP vai muito além das obras presentes no acervo. Ao lado de Walter Zanini, primeiro diretor do Museu, o artista espanhol ocupou importante papel na condução de novos sentidos para a arte dos anos 1970 e para as funções de um museu de arte naquele contexto.

A exposição “Julio Plaza Indústria Poética” enfatiza a contribuição do artista por suas ideais e ações junto ao cotidiano do Museu a partir de 1973, quando fixou residência em São Paulo e passou a atuar de maneira intensa no meio acadêmico. “Suas investigações pioneiras, assim como sua atividade docente, relacionam arte, tecnologia e comunicação. As exposições que organizou são precursoras de novos circuitos para a circulação artística”, observa Cristina Freire, docente do MAC USP e curadora da mostra.

Em uma ação radicalmente crítica ao circuito artístico e ao mercado de arte, Julio Plaza estabeleceu diálogos transnacionais e construiu uma espécie de rede como conceito curatorial, fruto de sua residência artística na Universidade de Porto Rico, entre 1969 e 1973. Lá organizou uma das primeiras exposições de arte postal do mundo, reunindo extensa lista de contatos internacionais. Essa experiência foi fundamental para, ao lado de Zanini no MAC USP, realizar exposições como a Prospectiva’74 e Poéticas Visuais (1977). Mais tarde, novamente ao lado de Zanini, colaborou no Núcleo de Arte Postal da 16ª Bienal Internacional de São Paulo (1981).

Da fotografia e do vídeo à telemática, passando pelo videotexto e a holografia, a investigação artística de Plaza questiona o trabalho da percepção e os limites dos dispositivos tecnológicos de tradução na arte. O trabalho do artista expande-se nas publicações, em especial a partir de sua colaboração com o poeta concreto Augusto de Campos e com a artista Regina Silveira. Tais publicações combinadas com as exposições tornam com frequência equivalentes o curador e o editor e concretizam a ideia de criar novos meios e outros públicos para distintas leituras e espaços. A reprodução e a colaboração acabam por reunir signos verbais e não verbais, textos teóricos e poéticos. “Tais operações artísticas reunidas nesta exposição podem ser consideradas amostras de uma particular indústria poética”, define a curadora.

Mais informações
Exposições:
– Para além do ponto e da linha: arte moderna e contemporânea no acervo do MAC USP
– Julio Plaza Indústria Poética
Abertura:
9 de novembro, a partir das 11 horas
Encerramento:
27 de julho de 2014
Funcionamento:
Terça das 10 às 21, quarta a domingo das 10 às 18 horas
Local:
MAC USP Nova Sede – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Telefone:
11 2648.0254
Entrada gratuita

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