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A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO É DESTAQUE NO MAC USP NOVA SEDE

Em cartaz na nova sede do MAC USP, a exposição Fronteiras Incertas: Arte e Fotografia no Acervo do MAC USP apresenta ao público uma rica seleção de 120 imagens clicadas de 1962 a 2010. Elas traçam um panorama da produção fotográfica do último meio século, notadamente a partir da virada do modernismo para o contemporâneo.

Com curadoria da Profa. Dra. Helouise Costa, presidente da CCEx (Comissão de Cultura e Extensão do MAC), a mostra capta sobretudo o melhor que se praticou no gênero no Brasil nesse período, desde o realismo mágico celebrizado por Boris Kossoy na série Viagem pelo Fantástico, passando pela exploração do corpo humano por Claudia Andujar e Maureen Bisilliat até chegar à atual geração de Ding Musa e Edu Marin.

A exposição reúne ainda outras obras incorporadas nos anos de 1970 e aquisições mais recentes, datadas dos últimos quatro anos. O recorte temporal vai de1962 a 2010, período que abarca o declínio da fotografia moderna, o momento pioneiro de assimilação de fotos pelos acervos dos museus de arte no Brasil e chega aos dias de hoje, momento em que – de acordo com Helouise – “as tecnologias digitais libertaram as imagens de seus suportes materiais, dotando-as de fluidez e maleabilidade inéditas”.

Entre os destaques da exposição, a foto World Trade Center, de Jay Maisel, chama a atenção de quem visita a mostra. A imagem logo nos remete àquela manhã de 11 e setembro de 2001, um dia em que o mundo mudou. O dia em que dois aviões comerciais sequestrados por terroristas foram lançados contra o prédio do World Trade Center, em Nova York. A forte colisão, associada a explosão das aeronaves, provocou a queda dos edifícios, deixando quase três mil mortos.

Ao ver a obra, exposta em local privilegiado no museu, é possível visualizar não apenas dois prédios, não apenas dois dos principais e mais altos arranha-céus do mundo à época. Nela se vê uma história. A imagem nos leva de volta no tempo e faz relembrar, por exemplo, onde estávamos naquele dia. Como recebemos a notícia e de que forma este fato impactou a vida de todo o mundo.

A fotografia como memória é sempre lembrada em textos acadêmicos e exposições pelo mundo. Certamente a imagem das torres gêmeas mudou desde que o fotógrafo a clicou com sua câmera. Ao percorrer os corredores da exposição no MAC USP, o visitante poderá conferir esta e outras imagens, e verificar como a sua memória e percepção interagem com elas.

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