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Portinari: o menino pobre que ganhou o mundo através de sua arte

Filho de imigrantes pobres, nascido numa cidadezinha do interior de São Paulo, sem curso primário completo, muito baixo, de pouca saúde. Mesmo com todos esses obstáculos, Cândido Portinari se tornou um dos maiores pintores brasileiros, várias vezes premiado internacionalmente. A saga do menino pobre que venceu na vida é relembrada neste mês de fevereiro que marca, no próximo dia 06/02, data de falecimento do artista, no ano de 1962.

Nascido em 29 de dezembro de 1903 numa fazenda de café nas proximidades de Brodowski, interior de São Paulo, Candido Portinari cresceu de maneira humilde. Com a vocação artística florescendo logo na infância, Portinari teve uma educação deficiente, não completando sequer o ensino primário. Aos 14 anos de idade, um grupo de pintores e escultores italianos que atuavam na restauração de igrejas, passa pela região de Brodowski e recruta Portinari como ajudante. Seria o primeiro grande indício do talento do pintor brasileiro.

Da esquerda para a direita: amoxil Cândido Portinari, Antônio Bento, Mário de Andrade e Rodrigo Melo Franco. Rio de Janeiro, 1936. Carreira consolidada.

Depois de anos de estudo, foi viver em Paris, onde teve contato com outros artistas como Van Dongen, além de conhecer Maria Martinelli, uma uruguaia de 19 anos com quem o artista passaria o resto de sua vida. A distância de Portinari de suas raízes acabou aproximando o artista do Brasil, e despertou nele um interesse social muito mais profundo.

Em 1931 Portinari volta ao Brasil renovado. Muda completamente a estética de sua obra, valorizando mais cores e a ideia das pinturas. Ele quebra o compromisso volumétrico e abandona a tridimensionalidade de suas obras. Aos poucos o artista deixa de lado as telas pintadas a óleo e começa a se dedicar a murais e afrescos.

O estilo artístico

CANDIDO PORTINARI – Retrato de Paulo Rossi ,1935, em cartaz no MAC USP  Nova Sede

O tema essencial da obra de Candido Portinari é o Homem. Seu aspecto mais conhecido do grande público é a força de sua temática social. Embora menos conhecido, há também o Portinari lírico. Essa outra vertente é povoada por elementos das reminiscências de infância na sua terra natal: os meninos de Brodowski com suas brincadeiras, suas danças, seus cantos; o circo; os namorados; os camponeses… o ser humano em situações de ternura, solidariedade, paz. Pela importância de sua produção estética e pela atuação consciente na vida cultural e política brasileira, Candido Portinari alcança reconhecimento dentro e fora do seu País.

Mesmo com a saúde debilitada, Portinari desobedecia as ordens médicas e continuava pintando e viajando para exposições internacionais. Em 1962, ao trabalhar em ritmo frenético para uma mostra com 200 telas do artista em Barcelona, Portinari foi, ironicamente, vítima fatal de intoxicação causada pelas tintas que o consagraram.

Obras

Ao longo da carreira, o artista pintou quase cinco mil obras  de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão, como O Lavrador de Café, até gigantescos murais, como os painéis Guerra e Paz, presenteados à sede da ONU em Nova Iorque em 1956.

Guerra e Paz, de Portinari

Ficou interessado em saber mais sobre a arte? Então visite a exposição “Classicismo, Realismo, Vanguarda: Pintura Italiana no Entreguerras”, em cartaz no MAC USP Nova Sede, e veja de perto o trabalho do artista.

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