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Doação de obra de Volpi à AAMAC

Somente no segundo semestre de 2015, a atual diretoria da AAMAC teve ciência de que o colecionador Theon Spanudis fez uma grande doação à Associação em 1985.

Trata-se de importantíssima pintura de Alfredo Volpi, intitulada Verde-rosa-vermelho, de 1954, produzida no curto espaço de tempo em que durou a denominada “fase geométrica ou concreta” do pintor. Sua relevância pode ser facilmente verificada pelo fato de ter sido escolhida para figurar na XXXII Bienal Internacional de Veneza, havida no ano de 1964, ostentando em seu verso o respectivo selo de participação. Além de ter figurado na referida Bienal, tal obra mereceu destaque em publicação de livro de arte, ainda no ano de 1975 (um dos primeiros produzidos no Brasil), em época onde as reproduções eram raras e custosas.

Assumindo a condição estabelecida por ocasião da doação –  compromisso estabelecido há 30 anos – a AAMAC fará realizar conjuntamente com o instituto Volpi, um Livro sobre a coleção deste importante colecionador, psicanalista, crítico e grande mecenas. 

A AAMAC, tendo recebido aprovação do seu Conselho e Diretoria, corroborando o entendimento de que a pintura deveria ser formalmente doada pela AAMAC ao MAC USP, com exigência de não mais descalçar seu acervo permanente, assume a incumbência de viabilizar a desejada publicação, procurando meios de financiar o referido livro.

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ressaltamos que hoje há flagrante inversão de valores, posto que, à época da referida doação, quaisquer publicações contendo reproduções, ainda que em preto e branco, eram custosas e raras. Aliás, em tal período, os livros de arte eram raríssimos. Cumpre ressaltar que as pinturas de Alfredo Volpi não possuíam os preços atuais. Não haviam ainda experimentado a enorme valorização comercial das últimas décadas.

 

Assim sendo, quando Theon Spanudis decidiu destinar uma obra para que, com os recursos obtidos, fosse produzido um livro sobre sua coleção, a relação “custo da publicação” vs. “custo da obra” era absurdamente diferente dos tempos atuais. De outro lado, o custo de uma pintura de Alfredo Volpi, ainda mais de sua fase dita “concreta”, experimentou uma valorização estrondosa, hoje valendo vários milhões de reais.

 

 

 

 

 

O Instituto Volpi gozando, nas suas iniciativas, de total isenção de todos e quaisquer direitos autorais, incluindo o uso do nome e de reproduções do artista, aceita uma parceria na produção do referido livro, onde o Instituto Volpi figurasse como seu coautor, junto com a AAMAC, garantindo desse modo completa isenção de direitos autorais. Além disso, o Instituto Volpi tem o dever legal, respaldado pelo Judiciário através de decisão transitada em julgado, de zelar pela preservação e divulgação da memória e da obra artística do pintor.

 

Estando, pois, prevista e autorizada a divulgação, propomos a confecção de reproduções de altíssima qualidade da pintura concreta em questão, a ser elaborada em gráfica especializada, nos mesmos moldes de processo já realizado pela UNESCO no passado, quando foram utilizadas reproduções da obra que fora PRÊMIO DE AQUISIÇÃO da bienal do quarto centenário da Cidade de São Paulo.  Através de tais reproduções, feitas em tiragem numerada limitada, poder-se-ia angariar fundos que ajudassem a custear a publicação referente à coleção de Theon Spanudis.

 

Para a confecção do Livro, entendemos por fundamental a análise da questão sob o ponto de vista do contexto, fático e histórico, de quando da doação efetuada por Theon Spanudis.

 

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